Contrariando Estatísticas!





Dona de casa adotou três crianças deficientes.



  • 8.mar.2016 - Otilina Duailibe com o filho adotivo caçula, Samuel
    8.mar.2016 - Otilina Duailibe com o filho adotivo caçula, Samuel
Otilina Duailibe não é uma mãe comum. A piauiense de 60 anos têm cinco filhos: dois de sangue e três de coração. Voluntária no Lar da Criança em Teresina, Otilina doava afeto para crianças abandonadas até que se encantou por três crianças singulares que estavam na instituição, lutou pela adoção legal e hoje dá nome, lar e amor a Mateus, Daniela e Samuel, três crianças com necessidades especiais.


Com hidrocefalia, Mateus foi adotado aos dois anos e hoje é um rapaz de 18. Daniela é portadora da Síndrome de Dandy Walker (malformação cerebral congênita) e foi para a casa de Otilina com quatro anos; hoje tem 17. Samuel, o caçula, tem Síndrome de Down e foi adotado pequenininho, com um ano; atualmente, está com oito. "Eles são maravilhosos", conta a mãe, orgulhosa das crias.

8.mar.2016 - Otilina com os filhos adotivos Daniela, Samuel (centro) e Mateus (dir.)

"Não acredito em coincidências, acho que eu tinha esse encontro marcado, me apaixonei quando fui fazer um trabalho, e hoje vejo que, na realidade, não era bem um trabalho", contou a dona de casa sobre o contato com os filhos ainda no orfanato. 


Otilina contraria o senso comum já que apenas 8% dos pretendentes a adoção no Brasil gostariam de adotar alguma criança com deficiência, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção.


Otilina faz parte deste dado bem pouco expressivo em nosso país com o trio adotivo. Ela tem na ponta da língua e marcado em sua própria vida os preceitos que os pais devem ter ao optar pela adoção de filhos com necessidades especiais: "Amor em abundância, desapego dos paradigmas considerados normais e disposição para se doar".


A vida de Otilina Duailibe teve de mudar para de adaptar ao cuidado dos filhos adotivos. A técnica em enfermagem precisou abdicar do trabalho para ficar mais próxima de Mateus, Daniela e Samuel. Atualmente é sacoleira e arrependimento é uma palavra que não existe em seu cotidiano. "Adotar um deficiente é uma realização sem igual. Só o coração pode definir", explica.

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