Casal decide adotar um menino para ser o seu filho, mas...






Este casal decide adotar um menino mais velho para ser seu filho, mas quando chegam no lar da adoção,
 o que veem, os faz mudar de ideia.

Casal esperou por mais de 10 anos para adotar uma criança, e quando finalmente vão conseguir ter seu filho, algo impressionante acontece.
O casal Claudio Boccalon e Mariela Rzepeski vivem na cidade de Florencio Varela,  na Argentina, e são casados há muitos anos. Desde quando se casaram, eles tem o sonho de constituir uma família e para isso acontecer, só lhe faltavam os filhos. E foi aí que o maior drama da vida deles começou.
Eles começaram a tentar engravidar pelo método tradicional, foram anos assim, mas não conseguiam e pensavam que era porque a esposa tinha tomado durante muito tempo anticoncepcional. Então decidiram procurar um médico para ajudar com a gravidez e ela mais uma vez não se concretizou.
O casal então passou por uma série de exames que constaram que um dos dois era infértil, e a solução seria a inseminação artificial. Após inúmeras tentativas e muito dinheiro gasto, também não foi possível engravidar e então após muita conversa e reflexão, eles chegaram a conclusão que queriam adotar uma criança, e não importaria idade, sexo, cor, raça.
No entanto a luta de Claudio e Mariela não parou por aí, o processo de adoção na Argentina é muito burocrático e por eles esperaram por mais de 10 anos por uma criança, até que um dia a assistente social telefonou para o casal dizendo que o dia deles havia chegado.
Ao chegarem ao lar adotivo, se encontraram com Julio e foi amor a primeira vista, o casal instantaneamente se sentiu os pais do garoto. No entanto na hora do menino se despedir das demais crianças, os pais adotivos perceberam que 4 daquelas crianças eram irmãos de Julio e vende o sofrimento e o amor que ele tinha pelos irmãos, fez com que o casal tomasse uma atitude extrema e adotasse Julio e todos seus irmãos.
A família fez a maior prova de amor que poderia ter feito ao filho adotivo, não separando-o de seus irmãos. Com certeza esta família nunca mais foi a mesma com a chegada de 5 filhos, e Claudio e Mariela realmente haviam nascido para serem pais daquelas 5 crianças.

Adoção. Como Tema de Cordel.

A principal mudança.


Apenas 4.826 crianças estão totalmente disponíveis para adoção no Brasil das 46.000 que vivem em abrigos.


Para a jornalista Ana Davini, autora do livro Te amo até a lua, que aborda o tema adoção, o fator número 1 para a morosidade dos processos é o tempo que leva a destituição do poder familiar. “A mesma lei 12.010 previa um prazo máximo de dois anos para isso, mas há inúmeros adolescentes e crianças crescendo em abrigos até atingirem uma idade em que ninguém mais os queira. Este anteprojeto de lei diz que serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças sem registro não procurados em 30 dias a partir de seu acolhimento por uma instituição, mas não aborda a questão dos maiores”.

Segundo a jornalista, atualmente prefere-se culpar os pretendentes pela superlotação dos abrigos. Dizem que eles restringem muito o perfil das crianças desejadas, que querem apenas bebês recém-nascidos do sexo feminino e cor branca, mas isso é um falso mito. Os relatórios estatísticos do Conselho Nacional de Justiça, disponíveis no link http://www.cnj.jus.br/cnanovo/pages/publico/index.jsf, provam isso:

– existem 46.000 crianças e adolescentes vivendo em abrigos;

– destes, apenas 7.493 estão no Cadastro Nacional de Adoção, ou seja, 16,3% do total;

– Os números são ainda piores se contarmos apenas as crianças totalmente disponíveis para adoção: elas são 4.826 (10,5% do total);

– Outras 2.667 ainda estão vinculadas a suas famílias, ou seja, os processos de adoção começam enquanto ainda há possibilidades de recursos por parte da família biológica, o que gera riscos para os adotantes;

– O restante – mais de 38 mil crianças – ainda nem tiveram seus processos de destituição do poder familiar iniciados, e estão crescendo nos abrigos. Alguns dos motivos para isso são a morosidade da Justiça, leis ultrapassadas e pessoas que não abrem mão da guarda dos filhos – mesmo não os querendo – apenas para não perder benefícios sociais;

– dos 7.493 adolescentes e crianças cadastradas para adoção, 2.540 são brancos, 3.640 pardos, 1.280 negros, 23 indígenas e 10 amarelos;

– 3.316 são do sexo feminino e 4.178 do masculino;

– 1.892 crianças ou adolescentes apresentam algum problema de saúde;

– 4.578 possuem irmãos;

– Por outro lado, há 39.447 pretendentes a pais habilitados;

– 17.627 aceitam crianças e adolescentes de todas as raças;

– Somente 7.788 candidatos aceitam apenas crianças e adolescentes brancos, o que representa menos de 20% do universo;

– 30.756 aceitam brancos e pardos, 19.712 brancos, pardos e negros, 19.153 também indígenas e 20.647 também amarelos;

– 24.906 pretendentes são indiferentes ao sexo da criança;

– 12.973 aceitam adotar irmãos;

– 12.145 aceitam adotar crianças ou adolescentes com algum tipo de problema de saúde, desde que não deficiência física ou mental e Aids;

– 1.581 aceitam crianças ou adolescentes com AIDS;

– 2.154 aceitam crianças ou adolescentes com deficiência física;

– 1.149 aceitam crianças ou adolescentes com deficiência mental.

A planilha abaixo mostra um resumo do que foi explicado, ou seja, que nenhum dos critérios acima impede crianças e adolescentes de serem adotados, já que a proporção de pretendentes dispostos é sempre maior.




Quanto à idade:




É óbvio que existem recortes mais complexos nestas estatísticas, se cruzarmos outras características com as idades, e que existem 4.074 crianças e adolescentes acima de 11 anos sem grandes esperanças de adoção. Mas a realidade delas seria diferente se a Justiça tivesse agido mais rapidamente na destituição do poder familiar? A mesma preocupação deve ser considerada em relação às mais de 38 mil crianças e adolescentes que ainda nem iniciaram seus processos de disponibilização para adoção. Quem são elas? Por que estão em abrigos? Há quanto tempo cada uma está?

Independentemente de quais sejam as razões (falta de equipe, leis ultrapassadas, benefícios sociais, etc), esta realidade deve mudar antes que a maioria chegue aos 11 anos, idade em que os há menos pretendentes interessados. Propor campanhas de adoção tardia e culpar a mentalidade dos candidatos apenas mascara a ineficiência da Justiça.

Voltando ao anteprojeto de lei, outra mudança proposta é uma suposta liberdade que mães biológicas terão de entregar seus filhos para adoção, mas isso também é questionável. Caso elas saibam para quem querem fazer isto, terão de comprovar vínculos afetivos. Caso não saibam, terão de passar por entrevistas com as equipes interprofissionais da Justiça da Infância e Juventude e podem, ainda, ser encaminhadas à rede pública de saúde para atendimento psicoterápico, se concordarem.

Outro ponto polêmico é a integração dos Cadastros locais, estaduais e nacional de Adoção. Isso teoricamente já existia, tanto que o pretendente podia indicar os Estados de seu interesse, mas na prática sua ficha ficava restrita à Vara de Infância onde o processo foi iniciado. O anteprojeto de lei não explica quais mudanças serão feitas neste sentido.

“Em minha opinião, os únicos pontos realmente positivos foram a regulamentação dos programas de apadrinhamento afetivo em âmbito federal – antes cada Estado tinha suas próprias condutas, o que muitas vezes eliminava as chances de adolescentes ou crianças com problemas graves serem adotados – e a simplificação dos processos de adoção internacional. Em 2012, quando comecei a escrever o livro, nem os Conselhos Estaduais de Justiça e nem o Ministério possuíam informações suficientes sobre isso”, explica Davini. “Agora, porém, diz-se que basta formular o pedido de habilitação internacional na autoridade judicial de sua comarca e que ele será válido para países signatários da Convenção de Haia. Vamos ver”, conclui.



Mais informações em:
  http://www.justica.gov.br/noticias/mjsp-divulga-o-resultado-da-consulta-publica-sobre-adocao

Facebook: www.facebook.com/teamoatealua
SITE: www.livroteamoatealua.wordpress.com

Te Esperei!


A adoção no cinema.



O cinema sempre foi um terreno fértil para temas envolvendo a adoção. Inúmeros personagens são adotados, heróis ou vilões, protagonistas ou não. O assunto muitas vezes nem é a temática principal, mas serve como pano de fundo para histórias de sucesso.

Só para citar alguns exemplos, temos o Clark Kent, o Superman, adotado aqui na Terra depois que seu planeta é destruído nos confins do Universo. Este ano, “Lion” disputou o Oscar de Melhor Filme e chamou a atenção para o tema ao mostrar a busca de um homem pela família biológica. Temos ainda filmes envolvendo adotados como um dos mais famosos clássicos do terror, “A Profecia”, além de “Arizona Nunca Mais” e “Poderosa Afrodite”. Também cito como importantes “Juno”, “O Garoto da Bicicleta” e “A Estranha Vida de Timothy Green”.

A adoção pode transformar pessoas, por mais “diabólicas” que elas possam ser. Vimos isso no divertido “Meu Malvado Favorito”, onde as órfãs Agnes, Margo e Edith conquistam nossos corações e claro, do “terrível” Gru.
Poderia falar aqui de mais e mais e mais filmes. Prometo fazer uma listinha e divulgar aqui no site em breve. O objetivo neste texto é falar de apenas um, e de como esse filme me tocou.

Quando pensamos ter visto de tudo no cinema e que nada mais pode nos surpreender, eis que me deparo com “Minha Vida de Abobrinha”. A animação francesa, realizada em stop motion, concorreu ao Oscar ao lado de produções milionárias como Zootopia e Moana. Este que aliás, também tem a adoção com um dos subtemas: o semi-deus Mauí foi adotado pelos deuses depois de ser abandonado pelos humanos (daí sua obsessão por agradar os mortais).

De início não me interessei. Vi apenas o título e, confesso, achei que era apenas mais um dessas inúmeras comédias estilo programa de TV, que tanto lotam os cinemas e que não me agradam nem um pouco. Mas depois, sem querer, vi do que se tratava.

Abobrinha é um menino de nove anos que vai para um orfanato depois da morte da mãe, alcoólatra. Lá conhece outras crianças, cada qual com um problema: um com pais drogados, outra com a mãe refugiada e deportada, outro com familiares doentes, uma vítima de abuso e por aí vai. Todos, a princípio, à espera de um novo lar. Ou apenas à espera de uma carta, de um carinho…

“Somos todos iguais. Não há ninguém para nos amar”, chega a dizer Simon, uma das crianças do local.

Não espere uma animação repleta de ação, redenção ou alegria tão comuns nas animações de Hollywood. Para se ter uma ideia do quão duro é o filme, cada vez que um carro chegava ao abrigo, uma das garotas aparecia gritando pela mãe. A frustração dela é como um soco no estômago. A única recordação que Abobrinha carregava da mãe era uma lata de cerveja vazia.

O que a gente vê aqui é uma animação que nos faz refletir e que muitas vezes é dolorosa, apesar de toda sua graça. Terminei de assistir com um nó na garganta, uma sensação que misturou alívio, esperança, tristeza e alegria.

Acho que para todos aqueles que já estão na fila ou que pretendem adotar uma criança, “Minha Vida de Abobrinha” é indispensável. Minha sensação, assim que acabou o filme, foi olhar para Luísa, que dormia profundamente, sorrir, lhe dar um longo e carinhoso abraço e sussurrar.

“Aconteça o que acontecer, estamos aqui. Te amamos”.

#AdotarÉamor


São 7,5 mil chances de fazer uma pessoa feliz! Já pensou nisso? 
Se você tem uma história emocionante sobre adoção, tire uma foto ou grave um vídeo com #AdotarÉamor e ajude a dar visibilidade para esse tema! 
Você pode fazer isso no Facebook, no nosso Twitter ou no Instagram, compartilhando sua história com a hashtag #AdotarÉamor. 
Estamos preparando uma publicação de depoimentos muito especial!
Contamos com a sua participação. 
Pra fazer vídeos e fotos, imprima ou copie a plaquinhahttp://bit.ly/PlaquinhaAdotarÉamor 

Descrição da imagem #PraCegoVer: fundo na cor lilás, uma fotografia, com bastante opacidade, está ao fundo: são duas pessoas, uma mulher e um homem, sentados em um muro, na foto só aparecem as suas pernas, e no meio eles seguram uma botinha de criança. Texto: Uma nova família. 7,5 mil crianças e jovens estão à espera de um novo lar no Brasil. Um deles podem mudar tudo o que você entende por amor! #AdotarÉamor 

 — apoiando a adoção no Brasil.


Caminhos da Reportagem - Histórias de Abrigo.


Histórias de vida de jovens que crescem em serviços de acolhimento, os chamados abrigos, são contadas nesta edição do Caminhos da Reportagem. Mais de 45 mil crianças e adolescentes estão acolhidos no Brasil. Apenas 7 mil deles estão no Cadastro Nacional de Adoção.
Existem hoje cinco vezes mais pretendentes à adoção do que crianças e adolescentes cadastrados. Mas 60,89% das crianças disponíveis para adoção têm mais de 10 anos de idade e 82,20% das pessoas que querem adotar aceitam apenas crianças com menos de 5 anos. Os dados são do Cadastro Nacional de Adoção e refletem um cenário em que jovens crescem dentro dos abrigos e não têm para onde ir quando completam 18 anos de idade. Seria quando, de acordo com a legislação, eles deixariam de estar sob a tutela do Estado.
Nossa equipe conversou com jovens que estão quase completando 18 anos de idade e tentam encontrar um caminho para seguir em frente. No Distrito Federal, vamos mostrar a realidade desses jovens e projetos como repúblicas jovens, uma modalidade de acolhimento criada para quem tem entre 18 e 21 anos de idade e ainda não tem para onde ir depois do abrigo. Também no DF, conhecemos a história de Raí e Gelson. Raí, prestes a fazer 18 anos de idade e preocupado com o que faria da vida ao completar a maioridade e sair do abrigo, procurou a Vara de Infância em busca de um estágio ou de um emprego. Gelson trabalha num programa social e acompanhava Raí. Ao conversar com o jovem, sentiu que ele seria seu filho e o adotou. Hoje, com 23 anos de idade, Raí tem em Gelson um pai e um herói, e faz planos para o futuro.
Em Pernambuco, nossa equipe conheceu de perto o programa Adote um Pequeno Torcedor, o primeiro programa de adoção do país apoiado por um time de futebol, o Sport Clube de Recife, idealizado pelo juiz Élio Braz, da Vara de Infância e Juventude do Recife e pela direção do clube de futebol. O objetivo é impulsionar a adoção de crianças mais velhas, com idade acima de 7 anos.
Vamos mostrar um casal no Recife que adotou três meninas adolescentes. A mãe conta que quando mudou o perfil de idade no cadastro de adoção, o telefone dela não parara de tocar, com notícias de adolescentes disponíveis para adoção em todo o país. Também na capital de Pernambuco, nossa equipe foi apresentada à Sara e à Nataline, que completaram 18 anos e deixaram o serviço de acolhimento e não tinham para onde ir. Foi quando Maria, a educadora social da instituição em que elas moravam, resolveu levar as duas para viver com ela.

Reportagem: Ana Graziela Aguiar

http://tvbrasil.ebc.com.br/

Dia Nacional da Adoção!


Dia Nacional da Adoção, é celebrado anualmente em 25 de maio.
Esta data visa promover debates sobre um dos princípios mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade.
Quando as crianças são negligenciadas ou abandonadas por seus pais biológicos, a adoção é uma alternativa para não privar o jovem de usufruir de uma relação harmoniosa e saudável num contexto familiar e social.
Normalmente, durante esta data, algumas organizações, como a Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, promovem atividades lúdicas e educacionais para conscientizar a população em geral sobre o funcionamento dos processos de adoção no Brasil.
No Brasil, o Dia Nacional da Adoção foi oficializado a partir do decreto de lei nº 10.447, de 9 de maio de 2002. Esta lei instituiu o 25 de maio como data oficial de celebração do Dia da Adoção no país.

Documentário sobre a Adoção!


Dúvidas Frequentes.



Como adotar uma criança?

Vá a Vara da Infância de sua cidade, e se inscreva como candidato a adoção.


Como me inscrever como pretendente à adoção?

Primeiramente, deve se dirigir a Vara da Infância de sua cidade ou região, com o seu RG e com um comprovante de residência. Receberá então informações iniciais a respeito dos demais documentos necessários para dar continuidade ao processo. Após análise e aprovação da documentação, entrevistas serão realizadas com a equipe técnica da Vara da Infância e da Juventude, composta por profissionais da área da psicologia e do serviço social.


Como saber mais sobre adoção?

Os melhores caminhos são as cartilhas e os grupos de apoio.
As cartilhas detalham o processo legal da adoção.
Os grupos de apoio à adoção lhe mostrarão o lado humano da adoção. Lá você poderá conversar com outras pessoas que passarão ou estão passando por essa experiência.
Maiores detalhes estão a sua disposição na Vara da Infância de sua cidade.
Ler uma cartilha ou frequentar uma reunião de um grupo de apoio não implica em nenhum compromisso e pode ajudar a tomar, ou não, a decisão de adotar uma criança.
Visitar a Vara da Infância também não implica em nenhum compromisso.


Onde localizar Varas e grupos?

O site tem as Varas da Infância e grupos de apoio listados por cidade. Procure a sua em "Minha Cidade" e veja o que existe lá. Tentamos manter nosso cadastro atualizado, mas se você achar algo errado nos avise.


Como me inscrever no CNA (Cadastro Nacional de Adoção)?

O CNA não é um cadastro público. Ele é um consolidado dos candidatos a adoção de todo o país. Você deve se cadastrar na vara da Infância de sua cidade.


Quais são os documentos necessários para se inscrever para adoção?


A lista de documentos é essa: identidade;

CPF;

Certidão de casamento ou nascimento;

Comprovante de residência;

Comprovante de rendimentos ou declaração equivalente;

Atestado ou declaração médica de sanidade física e mental;

Certidões cível e criminal.

No entanto, a Vara pode pedir documentos adicionais. É muito comum pedirem fotos. São para serem mostradas a crianças, por isso prefira fotos simples, onde vocês estejam bem visíveis.


Por que não é bom visitar abrigos?

A grande maioria das crianças, nos abrigos não está disponível para adoção. Seus pais existem, visitam as crianças e, portanto essas crianças não estão disponíveis para adoção.  Mesmo aquelas que estiverem disponíveis, isso precisam ser resolvido pela Vara da Infância.
Caso sua intenção seja fazer algum tipo de trabalho assistencial, também recomendamos consultar a Vara da Infância para saber como contribuir.


Qual a renda necessária para adotar uma criança?

Não existe uma definição legal de renda mínima para a adoção, qualquer pessoa pode se inscrever na fila de adoção independente de sua renda.
A equipe técnica da Vara da Infância poderá verificar se o candidato tem condições de cuidar de uma criança, isso inclui renda, espaço físico na casa e até mesmo tempo disponível para as tarefas que a criança trará, como levar a escola a ao médico quando necessário.
É importante levar em consideração que ter um filho não é tão simples. Mesmo que existem recursos que possam economizar tempo (babás) ou dinheiro (escolas públicas), uma criança sempre exige muito tempo e dinheiro.
Embora uma criança ocupe pouco espaço e suas roupas sejam pequenas, a despesa com comida, roupas e médico pode equivaler a um adulto. Até mesmo ultrapassar essas despesas. É como ter mais um adulto em casa que não trabalha e não ajuda nas tarefas de casa.
É preciso pensar bastante.


Como fazer outras coisas:

Onde localizar programas de apadrinhamento e voluntariado?


Nas Varas da Infância e nos grupos de apoio de sua cidade.


Como saber minha posição na fila de adoção?

Vá a Vara da Infância e solicite essa informação.
É importante entender que essa posição é relativa, depende de muitas questões. Uma delas é o perfil. Se você se inscreveu para adotar apenas uma criança e atrás de você alguém se habilitou a adotar três irmãos, caso apareçam três crianças da mesma família, essa pessoa será chamada antes de você.
A escolha correta do perfil é o melhor caminho para o sucesso numa adoção. Seja coerente com seus desejos de adoção.


Como saber o andamento do meu processo?

Vá a Vara da Infância verifique em que lugar ele está (cartório, ministério público, etc). Alguns desses órgãos são fora da Vara da Infância, mas eles poderão indicar o local e onde obter informações.
Recomendamos que os processos sejam acompanhados com frequência.


Posso procurar crianças em outros municípios? Como faço isso?

A habilitação para adoção serve em qualquer município do Brasil. Você pode visitar outras varas da Infância, sempre levando a documentação de sua habilitação. Algumas Varas é melhor ligar antes e marcar uma visita. Cada Vara tem um procedimento específico para adotantes de outro município.

Veja também: O que é a consulta pública do Cadastro Nacional da Adoção - CNA ?


Como adotar uma criança morando no exterior?

Adoção de crianças brasileiras por pessoas que residem no exterior sejam brasileiros ou estrangeiros, são chamadas de adoção internacional, por que a família não ficará em território brasileiro.


Onde localizar os livros? Vocês podem enviar algum exemplar?

Para os livros procurem as livrarias comerciais ou sebos, listadas nas páginas dos livros. Alguns podem ser produções independentes, e nesse caso colocamos links para quem possa dar informações.
As cartilhas são responsabilidade das entidades que as produziram. Em geral não há distribuição das mesmas, sendo necessário imprimir o arquivo eletrônico.
Doações devem ser solicitadas as entidades responsáveis ou as editoras.


Quero ajudar, mas não posso adotar. O que faço?

Estes programas variam de município para município. Procure a Vara da Infância e grupos de apoio de sua região. Eles poderão indicar os programas existentes e como participar destes.


Sou estrangeira, ou casada com estrangeiro, mas moro no Brasil. Como faço para adotar?

Independente da nacionalidade dos pais se estão morando no Brasil, eles devem seguir o procedimento padrão de adoção.


Sou estrangeira ou brasileira, mas moro no exterior. Como faço para adotar?

Independente da nacionalidade dos pais, estes procedimento é conhecido como adoção internacional. Veja o tópico específico.


Como faço para adotar uma criança em outro país?

Esse procedimento mudou em 2016. A partir desse ano o candidato a adoção de crianças de outros países deve começar processo como se fosse uma adoção nacional, isto é, deve ir a Vara da Infância de sua cidade e se habilitar. Lá, ao se inscrever, deve informar que deseja adotar uma criança de outro país e indicar qual é o país. Depois disso, a Vara irá encaminhar a outros órgãos e a autoridade do país estrangeiro.


Situações:

Pessoas solteiras podem adotar?

Sim, sejam homens ou mulheres.

Conheço uma criança que está no abrigo. Posso adota-la?

Estar no abrigo não significa estar abandonada. Muitas crianças vão para os abrigos por problemas em suas famílias, mas voltarão para casa. É dever das Varas da Infância e do Ministério Público acompanhar essas crianças e verificar se as famílias ainda estão visitando as crianças.
Se as famílias não estiverem visitando, deverá ser feita uma investigação e a família poderá perder o "poder familiar", ou seja, não serão mais os responsáveis pela criança. Neste caso, a criança continua no abrigo e entra para o cadastro de adoção da Vara da Infância.
Então, se você conhece uma criança, precisa ir a Vara da Infância para saber a situação dessa criança. Se ela estiver disponível para a adoção, ela será adotada pelas pessoas cadastradas. Às vezes não há ninguém na fila para aquela criança, e por isso ela continua no abrigo.
Algumas crianças tem pouca chance de serem adotadas. Nesse grupo estão os mais velhos, com muitos irmãos e sérios problemas e saúde. Se houver um candidato à adoção, esses processos podem ser acelerados.


Eu posso dar meu filho para a adoção?

Sim, você pode. Para bebês a fila é grande e eles são adotados rapidamente.
Vá para a Vara da Infância de sua cidade e diga suas intenções, é lá que você irá resolver isso. Você pode ir mesmo antes do parto.


Uma amiga quer me dar seu filho. Como eu faço para legalizar?

Pela lei atual esse procedimento, a adoção direta, é ilegal e pode implicar em punição tanto para a mãe (trafico de pessoas e abandono de incapaz) como da mãe adotante ( trafico de pessoas). Se a mãe deseja que seu filho seja adotado, deve ir para a Vara da Infância e a criança irá para a fila de adoção da cidade. Sendo um bebê, a adoção é quase imediata.
A única exceção para este caso é quando a candidata à mãe adotiva já possui um relacionamento COM A CRIANÇA, não é com a mãe biológica. Isso exclui recém-nascidos. Neste caso deve-se procurar a Defensoria Pública, ou a Vara da Infância.


O que fazer se eu souber de uma criança maltratada ou abandonada?

Procure o Conselho Tutelar de sua cidade. Caso não saiba como encontrá-los, pode procurar a polícia ou a Vara da Infância de sua cidade.


A pessoa que encontra um bebê abandonado pode adotá-lo?

A Vara da Infância e da Juventude, que mantém um cadastro de pessoas que estão aguardando a chegada de uma criança, é quem irá avaliar o que será melhor para tal bebê. Esse cadastro é o Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Para entrar nele é necessário se apresentar na Vara da Infância e ser habilitado. Isso garante que a justiça irá acompanhar para onde irão essas crianças.


Sou estrangeira, ou casada com estrangeiro, mas moro no Brasil. Como faço para adotar?

Independente da nacionalidade dos pais se estão morando no Brasil, eles devem seguir o procedimento padrão de adoção.


O que é adoção internacional?

Adoção internacional acontece quando estrangeiros, ou brasileiros residentes no exterior, desejam adotar uma criança no Brasil. Estes casos passam pela legislação brasileira e pela legislação de seus países. Para obter informações visite essa página:
http://www.sdh.gov.br/assuntos/adocao-e-sequestro-internacional/adocao-internacional/procedimentos-de-adocao


O que é a consulta pública do Cadastro Nacional da Adoção - CNA ?

Os dados do Cadastro Nacional da Adoção - CNA - são sigilosos, mas existe uma consulta possível a estes dados, é a consulta pública do CNA. Nela é possível saber da disponibilidade de crianças para a adoção em outros municípios. O cadastro informa a idade, sexo e raça (cor da pele). Outras informações somente contatando a Vara da Infância da cidade. O endereço é: www.cnj.jus.br/cna, clique em "Consulta Pública".
Nota do Portal: embora a maioria das Varas mantenha seus dados atualizados, algumas informações podem não ser corretas.


O que é perfil, ou perfil da criança a ser adotada?

Na habilitação os candidatos informam o perfil da criança a ser adotada. Isso pode variar de um município para outro. Em geral pergunta-se faixa de idade, cor, se pode adotar irmão ou não, etc. Os candidatos podem selecionar os itens ou deixar em aberto.
Recomendamos que os candidatos pensem seriamente sobre estes perfis, e sejam sinceros com seus sentimentos. Uma escolha incorreta pode trazer muitos problemas depois, pra a família e, pior, para a criança.


O que é apadrinhamento afetivo?

É um apoio, material ou afetivo, para crianças que estão nos abrigos, mas tem poucas chances de serem adotadas.
Algumas crianças tem muito pouca chance de serem adotadas, por que são velhas demais, por exemplo. Mas mesmo sem famílias ainda são crianças, fazem aniversário. Outras são mais velhas e estão pensando no que vão fazer quando saírem do abrigo. Para essas crianças existe o apadrinhamento afetivo, uma forma de voluntários ajudarem sem adotar uma criança. Isso é para aqueles voluntários que querem ajudar, mas não tem tanto tempo, não querem ou não podem adotar. Há várias formas de ajudar. O melhor é procurar a Vara ou um grupo de apoio para saber o que é mais necessário nos abrigos de sua cidade.


O que é família substituta?

É aquela que passa a substituir a família biológica de uma criança/adolescente quando esta não pode, não consegue ou não quer cuidar do filho. A família substituta pode ser transitória e não definitiva, como na guarda e na tutela.


O que é guarda?

É a posse legal que os cuidadores adquirem a partir da convivência com as crianças/adolescentes. A guarda confere responsabilidade pela assistência material, afetiva e educacional de uma criança. É concedida a abrigos, famílias guardiãs e candidatos a pais adotivos durante o estágio de convivência, que precede à adoção.


O que é um abrigo?

Os abrigos são as instituições que abrigam as crianças quando não podem ficar com os pais. É uma solução temporária. Em alguns casos a permanência é de alguns dias, como no caso dos recém-nascidos. Em alguns casos dura até que essas crianças atinjam os dezoito anos.


O que é adoção tardia?

A expressão "adoção tardia", bastante utilizada, refere-se à adoção de crianças maiores ou de adolescentes. Remete à discutível ideia de que a adoção seja uma prerrogativa de recém-nascidos e bebês e de que as crianças maiores seriam adotadas fora de um tempo ideal. Desconsidera-se, com isso, que grande parte das crianças em situação de adoção tem mais de 2 anos de idade e que nem todos pretendentes à adoção desejam bebês como filhos.

O termo Adoção tardia tem uma variedade de interpretações obre idades. Há quem fale em 02 anos como idade limite, e há quem fale em a partir de 05 ou 06.


O que é adoção pronta ou direta?

É a adoção em que a mãe biológica, determina para quem deseja entregar o seu filho. Na maioria dos casos, a mãe procura a Vara da Infância e da Juventude, acompanhada do pretendente à adoção, para legalizar uma convivência que já esteja acontecendo de fato. Pela lei atual isso não é possível, por que estaria ignorando a fila de candidatos a adoção.


O que é "adoção à brasileira"?

É utilizada a expressão "adoção à brasileira" para designar uma forma de procedimento, que desconsidera os trâmites legais do processo de adoção. Este procedimento consiste em registrar como filho biológico uma criança, sem que ela tenha sido concebida como tal. O que as pessoas que assim procedem em geral desconhecem é que a mãe biológica tem o direito de reaver a criança se não tiver consentido legalmente com a adoção ou se não tiver sido destituída do Poder Familiar. 


Na tentativa de fugir do processo legal, essas famílias se colocam numa situação de ilegalidade e risco. Não é a melhor forma de começar uma família.


O Blog da Adoção pode ajudar no meu processo de adoção?

O Blog não fornece nenhum auxílio além de manter informações atualizadas sobre grupos e varas da Infância. Defendemos que qualquer problema deve ser resolvido pelos caminhos legais e pelas instituições envolvidas: Vara da Infância, promotoria da Infância e Defensoria Pública. Os grupos de apoio, novamente, podem desempenhar um grande papel aqui esclarecendo dúvidas.


Diversos:

Quanto tempo leva para adotar uma criança?


Primeiro acontece o processo de habilitação. Depois vem a espera para que surjam crianças para adoção de todas as pessoas que se cadastraram antes de você. Por fim chega a sua vez e acontece o seu processo de adaptação e adoção. O mais demorado é a espera para que surjam crianças. Isso varia muito de uma cidade para a outra e pelo perfil escolhido.


Existe limite máximo de idade para adotar?

Não existe um limite máximo para adotar uma criança. Mas algumas questões devem ser consideradas.
Pense não apenas na sua idade no momento de se candidatar a adoção, mas na sua idade que terá quando for chamada e principalmente, na sua idade que terá quando essa criança for um adolescente, uma época onde a presença dos pais é tão necessária.
Muitas pessoas pensam em crianças como a companhia na velhice, mas isso não é justo com uma criança, que já teve uma vida bastante difícil, muitas vezes em abrigos esperando que alguém a adote.
Se você quer ajudar, pode haver outras maneiras como apadrinhamento afetivo.


Quero adotar uma criança síria.

Nos últimos meses recebemos alguns pedidos de informações sobre como adotar crianças da Síria. Este texto é para essas pessoas, para entender o que é adoção, como adotar de países estrangeiros e porque talvez isso não seja uma boa opção.

Para saber mais sobre adoção e crianças sírias, leia o artigo abaixo.
http://portaldaadocao.com.br/88-para-quem-quer-adotar-uma-crianca-siria

Para ajudar as crianças, e suas famílias, leia o artigo abaixo
http://www.upworthy.com/7-real-things-you-can-do-right-now-about-the-catastrophe-in-aleppo?g=2


Por que o processo de adoção é tão demorado?

Grande parte dos candidatos a pais adotivos manifesta o desejo de adotar bebês meninas e brancas, sendo que a maioria das crianças em situação de adoção dificilmente corresponde a essas características. Além disso, a proporção de crianças abrigadas em condições legais para adoção é reduzida. E, por último, é preciso respeitar o tempo e as medidas necessárias para ocorrer à destituição do poder familiar.


Um filho biológico leva 09 meses para nascer. Mais um ano de casamento nos casos mais organizados. Esse tempo serve para preparar o casal, ler sobre crianças e retirar os cristais da sala de jantar. Pensar em quanto custa uma escola de qualidade e o que é importante: com filhos as prioridades mudam.



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