O álbum nunca fotografado.

Você vai ver histórias de pessoas que já eram uma família, só faltava se conhecerem.




Tem tanto amor envolvido que o coração fica explodindo de emoção. 
Dermodex desenvolveu uma ação sensível e muito importante para os corações e mentes desses pais e crianças.
 Este vídeo vai tocar seu coração também. Assista!

Saiba mais sobre o veto derrubado pelo Congresso.


Lei para crianças abrigadas.

VETOS DERRUBADOS

Lei passa a ter prazo para crianças abrigadas entrarem em cadastro de adoção.


O Congresso Nacional derrubou nesta terça-feira (20/2), por unanimidade, os vetos presidenciais a dispositivos da nova Lei de Adoção (Lei 13.509/2017). A norma foi sancionada em novembro, mas o presidente Michel Temer (MDB) havia barrado quatro trechos do projeto original.
Os parlamentares, porém, se articularam para reativar todos esses dispositivos: agora, recém-nascidos e crianças levados para abrigos deverão ser incluídos no Cadastro Nacional de Adoção quando não forem procurados pela família no prazo de 30 dias, a partir da data do acolhimento.
Enquanto Temer considerava o período “exíguo” e “incompatível” com a sistemática do Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a busca da família extensa, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) — relator do assunto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) — disse que a determinação de prazo vai ser favorável para acelerar a adoção.
Com outro veto derrubado, também passou a ser permitido o apadrinhamento de crianças e adolescentes por adultos não inscritos no cadastro de adoção. Além disso, toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional deverá ter a situação reavaliada em até três meses.
Passa a valer também nova regra para audiências judiciais:
Na hipótese de não comparecerem à audiência nem o genitor nem representante da família extensa para confirmar a intenção de exercer o poder familiar ou a guarda, a autoridade judiciária suspenderá o poder familiar da mãe, e a criança será colocada sob a guarda provisória de quem esteja habilitado a adotá-la”
Para Temer, esse trecho apresentava incongruência com outro dispositivo que determina a extinção, e não a suspensão, do poder familiar. Ele avaliou também que o texto omitiu o alcance da medida ao poder familiar do pai. Ainda assim, o Congresso optou por incluir a regra na lei sancionada em novembro.
Segundo o deputado Augusto Coutinho (SD-PE), autor do projeto na Câmara, a derrubada dos vetos é importante porque o presidente havia retirado “pontos cruciais da lei”, cujo objetivo é “agilizar o processo de adoção, mantendo as garantias a todas as partes, mas eliminando a burocracia”. Com informações da Agência Senado.
Revista Consultor Jurídico, 21 de fevereiro de 2018, 19h33

Perguntas pertinentes.



Por que são feitas avaliações por assistentes sociais e psicólogos?



Um dos objetivos para a realização dos estudos é o de refletir e avaliar, junto às pessoas interessadas, os motivos presentes na decisão e o efetivo preparo, naquele momento, para serem pais e/ou mães por meio da adoção. Para isso, é necessário conhecer e pensar sobre o contexto no qual a criança ou adolescente viverá.


Quanto tempo demora em adotar?



Uma vez habilitados, não há um prazo para que os pretendentes sejam chamados pela Vara da Infância e da Juventude para conhecer uma criança ou adolescente. Observa-se que pessoas com menos exigências quanto ao perfil do filho que será adotado (sexo, idade, cor da pele ou fazer parte de grupo de irmãos, etc.) aguardam por menos tempo.


Por que muitos candidatos à adoção esperam tanto para conseguir adotar se existem tantas crianças em Serviços de Acolhimento?



• Crianças e adolescentes afastados da família de origem, que vivem em instituições de acolhimento ou junto a famílias acolhedoras, não estão todas com situação legal definida para ser adotadas. 
• Algumas possuem fortes laços de afeto e aguardam que suas famílias recuperem as condições para protegê-las e delas cuidarem. 
• Além disso, as características desejadas pela maioria dos pretendentes não são compatíveis com o perfil das crianças e adolescentes aptos à adoção.


O que fazer enquanto se espera a chegada da criança/adolescente?



O período de espera pela indicação da Vara da Infância e da Juventude pode ser vivido de modo ativo. Os interessados em adotar podem buscar informações em locais que promovem a reflexão sobre essa decisão e facilitam a troca de experiências com famílias que já adotaram. Os Grupos de Apoio à Adoção são um exemplo de mecanismo de suporte por meio do qual isso pode ser feito. A procura e/ou aproximação, por iniciativa própria, com crianças e adolescentes, com o objetivo de adotá-los, sem a indicação da Vara da Infância e da Juventude é enfaticamente desaconselhada. Isso porque os pretendentes podem se apegar às crianças e adolescentes sem a existência de previsão legal que dê segurança jurídica, pois não estão e nem estarão aptos à adoção, o que traria grande dor e sofrimento a todos os envolvidos.

Onde crianças e adolescentes aguardam para ser adotados?



O afastamento do convívio da família é uma medida de proteção. Quando necessário, as crianças e adolescentes são encaminhados para serviços de acolhimento institucional ou os programas de acolhimento familiar. Essa situação é acompanhada pela vivência de rupturas dos laços sociais e afetivos. Por isso, são tomadas várias iniciativas para que as crianças e adolescentes possam voltar à família de origem. Em alguns casos, o retorno não será possível. As crianças e adolescentes serão considerados aptos para adoção após serem ouvidos e avaliados quanto a essa alternativa para suas vidas


O que são Grupos de Apoio à Adoção?



Os Grupos de Apoio à Adoção são formados, na maioria das vezes, por iniciativas de pais adotivos que trabalham voluntariamente para a divulgação da nova cultura da Adoção, prevenir o abandono, preparar adotantes e acompanhar pais adotivos e para a conscientização da sociedade sobre a adoção e principalmente sobre as adoções necessárias (crianças mais velhas, com necessidades especiais e inter-raciais).


Quais os endereços dos Grupos de Apoio do Estado de São Paulo?



A Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD disponibiliza as informações de contato dos Grupos de Apoio à Adoção no endereço eletrônico: 
http://www.angaad.org.br/lista_gaa.html


O que é Estágio de Convivência?



O Estágio de Convivência é um período de acompanhamento da nova família pela Vara da Infância e da Juventude, após a mudança da criança ou adolescente para a casa dos adotantes, sob Termo de Guarda com vistas à adoção. Neste momento, poderá ser requerida a licença-maternidade/paternidade. Durante esse período, a equipe técnica, composta por assistentes sociais e psicólogos irá acompanhar, avaliar, orientar, refletir e apoiar o novo núcleo familiar em formação, observando aspectos relativos à sua integração. O Estágio de Convivência terá um prazo variado, dependendo das peculiaridades de cada caso. Quando considerado finalizado, será deferida a adoção pelo juiz, tornando-se uma medida irrevogável.


Quando será possível efetuar o novo registro de nascimento da criança ou adolescente?



O novo registro de nascimento será providenciado após a sentença de adoção pelo juiz, concedendo aos adotantes a condição de pais. Esse documento gratuito será solicitado ao Cartório de Registro Civil do município de residência dos adotantes.


Qual o endereço das Varas da Infância e da Juventude do Estado de São Paulo?



O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fornece o endereço das Varas da Infância e da Juventude em portal aberto na internet, que pode ser consultado através do link abaixo: 
http://www.tjsp.jus.br/ListaTelefonica

Fonte: http://www.adotar.tjsp.jus.br/Home/PerguntasFrequentes

Amor multiplicado por seis!!!


Mulher adota 6 irmãs de uma vez só,

 para que elas ficassem juntas.




A coisa mais triste para irmãos que passam pelo processo de adoção é saber que um dia eles podem ser separados. Afinal, não é todo mundo que têm condições financeiras e emocionais para adotar mais de uma criança.
Mas, nunca se pode perder a esperança quando existem pessoas como a norte-americana Lacey Dunkin.
Em 2011, ela adotou seis irmãs de uma vez só, incluindo uma recém-nascida, para que elas não fossem separadas e tivessem seus corações partidos pela distância umas das outras.
“Elas [filhas] me trazem muita alegria e caos, mas a vida seria tão vazia, sem graça e chata sem elas. É uma honra ser mãe, elas derretem meu coração”, explicou Lacey.




"Adote um Boa noite"



Campanha "Adote um Boa noite" incentiva adoção tardia
O Tribunal de Justiça de São Paulo lançou uma campanha chamada "Adote um boa noite”,
 que incentiva a doação de crianças mais velhas.
Iniciativa busca incentivar a adoção de crianças maiores de 7 anos de idade.

No Dia da Criança, a gente vai falar dos mais de 45 mil adolescentes e crianças que vivem em abrigos no Brasil, 80% deles têm seis anos ou mais e poucas chances de adoção.
Em São Paulo, o Tribunal de Justiça lançou uma campanha para tentar mudar essa realidade.
O dia de aula terminou e eles seguem o mesmo caminho. O portão leva ao mesmo abrigo, onde os meninos dividem o teto e as angústia.
- Porque eu não gosto daqui não...
-  O quê?
-  Eu não gosto daqui não.
O problema não é o abrigo, mas a falta de um lar. A Justiça autorizou que a gente conversasse com esses meninos. As possibilidades de reintegração deles às famílias de sangue já estão esgotadas, o que resta é a adoção.
Enquanto esperam, eles vivem uma vida compartilhada.
“Por mais carinho e atenção que o funcionário possa fornecer, tentar suprir, não é o suficiente porque eles sentem, eles têm essa carência da família”, conta Valéria Gonçalves da Mota, gerente do abrigo.
Nessas casas, tudo é coletivo. Eles dividem o banheiro, a mesa das refeições, o quarto. E mesmo cheio, esse também é um lugar de solidão.
Esse momento um pouco antes do sono chegar é quando muita gente aproveita pra pensar em como foi o dia, os planos pro futuro. É assim também pra crianças e adolescentes que estão em abrigos. Mas vários deles têm um pensamento frequente. Na verdade, uma preocupação que é só deles.
“Eu fico me perguntando porque eu tô no abrigo, também como vai ser o meu futuro quando eu sair daqui”, Eduardo Nascimento de Jesus, 13 anos.
O Tribunal de Justiça de São Paulo lançou uma campanha chamada "Adote um boa noite”, uma referência a esse momento delicado do dia principalmente pras crianças mais velhas e pros adolescentes.
“Então nós buscamos desestigmatizar essas adoções de crianças um pouquinho mais velhas. Nós não queremos aqui buscar despertar um espirito passageiro de caridade, mas nós acreditamos sinceramente que existem essas pessoas na sociedade e que isso pode ser despertado nelas”, afirma Gabriel Pires de Campos Sormani, juiz.
“A gente tem crianças aqui dentro que durante muito tempo elas tiveram se colocar no papel de adulto, de pensar como adulto, de lidar como adulto. E a gente tá falando de crianças de 9, 10 anos. E assim, ela precisa dessa oportunidade de voltar a ser criança”, afirma Anderson Lopes, psicólogo.
Essa família já era grande. Três filhos do primeiro casamento do Luís, mais dois da união com a Valéria. Mas tinha espaço e amor pra mais gente.
“Eu tenho tanto amor pra dar, pra que eu vou ficar guardando tudo isso?", conta Luiz
“Você está trazendo uma pessoa, um ser humano pra você. Não é uma boneca, um robô, ele tem problemas, sentimento, tem crises, como nós temos”, afirma Valéria Mesquita Pacheco, empresária.  
A rebeldia inicial, a desconfiança do Christian. Ele já tinha sido adotado e devolvido duas vezes. Agora, já faz quatro anos que ganhou uma família e o conforto de receber um boa noite.


“Muito bom, você sabe que agora vc não tá mais sozinha”, 
E tantos por aí estão guardando essa frase.

Confira o site do projeto: http://www.adoteumboanoite.com.br/

Projeto Adotar - Tribunal de Justiça de S.P.



Conheça a bela história do casal Rodrigo e Marcela.
Exemplo de que a adoção é um ato de amor, que transforma vidas.

Mais informações sobre adoção em www.tjsp.jus.br/adotar

Casal decide adotar um menino para ser o seu filho, mas...






Este casal decide adotar um menino mais velho para ser seu filho, mas quando chegam no lar da adoção,
 o que veem, os faz mudar de ideia.

Casal esperou por mais de 10 anos para adotar uma criança, e quando finalmente vão conseguir ter seu filho, algo impressionante acontece.
O casal Claudio Boccalon e Mariela Rzepeski vivem na cidade de Florencio Varela,  na Argentina, e são casados há muitos anos. Desde quando se casaram, eles tem o sonho de constituir uma família e para isso acontecer, só lhe faltavam os filhos. E foi aí que o maior drama da vida deles começou.
Eles começaram a tentar engravidar pelo método tradicional, foram anos assim, mas não conseguiam e pensavam que era porque a esposa tinha tomado durante muito tempo anticoncepcional. Então decidiram procurar um médico para ajudar com a gravidez e ela mais uma vez não se concretizou.
O casal então passou por uma série de exames que constaram que um dos dois era infértil, e a solução seria a inseminação artificial. Após inúmeras tentativas e muito dinheiro gasto, também não foi possível engravidar e então após muita conversa e reflexão, eles chegaram a conclusão que queriam adotar uma criança, e não importaria idade, sexo, cor, raça.
No entanto a luta de Claudio e Mariela não parou por aí, o processo de adoção na Argentina é muito burocrático e por eles esperaram por mais de 10 anos por uma criança, até que um dia a assistente social telefonou para o casal dizendo que o dia deles havia chegado.
Ao chegarem ao lar adotivo, se encontraram com Julio e foi amor a primeira vista, o casal instantaneamente se sentiu os pais do garoto. No entanto na hora do menino se despedir das demais crianças, os pais adotivos perceberam que 4 daquelas crianças eram irmãos de Julio e vende o sofrimento e o amor que ele tinha pelos irmãos, fez com que o casal tomasse uma atitude extrema e adotasse Julio e todos seus irmãos.
A família fez a maior prova de amor que poderia ter feito ao filho adotivo, não separando-o de seus irmãos. Com certeza esta família nunca mais foi a mesma com a chegada de 5 filhos, e Claudio e Mariela realmente haviam nascido para serem pais daquelas 5 crianças.

Adoção. Como Tema de Cordel.

A principal mudança.


Apenas 4.826 crianças estão totalmente disponíveis para adoção no Brasil das 46.000 que vivem em abrigos.


Para a jornalista Ana Davini, autora do livro Te amo até a lua, que aborda o tema adoção, o fator número 1 para a morosidade dos processos é o tempo que leva a destituição do poder familiar. “A mesma lei 12.010 previa um prazo máximo de dois anos para isso, mas há inúmeros adolescentes e crianças crescendo em abrigos até atingirem uma idade em que ninguém mais os queira. Este anteprojeto de lei diz que serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças sem registro não procurados em 30 dias a partir de seu acolhimento por uma instituição, mas não aborda a questão dos maiores”.

Segundo a jornalista, atualmente prefere-se culpar os pretendentes pela superlotação dos abrigos. Dizem que eles restringem muito o perfil das crianças desejadas, que querem apenas bebês recém-nascidos do sexo feminino e cor branca, mas isso é um falso mito. Os relatórios estatísticos do Conselho Nacional de Justiça, disponíveis no link http://www.cnj.jus.br/cnanovo/pages/publico/index.jsf, provam isso:

– existem 46.000 crianças e adolescentes vivendo em abrigos;

– destes, apenas 7.493 estão no Cadastro Nacional de Adoção, ou seja, 16,3% do total;

– Os números são ainda piores se contarmos apenas as crianças totalmente disponíveis para adoção: elas são 4.826 (10,5% do total);

– Outras 2.667 ainda estão vinculadas a suas famílias, ou seja, os processos de adoção começam enquanto ainda há possibilidades de recursos por parte da família biológica, o que gera riscos para os adotantes;

– O restante – mais de 38 mil crianças – ainda nem tiveram seus processos de destituição do poder familiar iniciados, e estão crescendo nos abrigos. Alguns dos motivos para isso são a morosidade da Justiça, leis ultrapassadas e pessoas que não abrem mão da guarda dos filhos – mesmo não os querendo – apenas para não perder benefícios sociais;

– dos 7.493 adolescentes e crianças cadastradas para adoção, 2.540 são brancos, 3.640 pardos, 1.280 negros, 23 indígenas e 10 amarelos;

– 3.316 são do sexo feminino e 4.178 do masculino;

– 1.892 crianças ou adolescentes apresentam algum problema de saúde;

– 4.578 possuem irmãos;

– Por outro lado, há 39.447 pretendentes a pais habilitados;

– 17.627 aceitam crianças e adolescentes de todas as raças;

– Somente 7.788 candidatos aceitam apenas crianças e adolescentes brancos, o que representa menos de 20% do universo;

– 30.756 aceitam brancos e pardos, 19.712 brancos, pardos e negros, 19.153 também indígenas e 20.647 também amarelos;

– 24.906 pretendentes são indiferentes ao sexo da criança;

– 12.973 aceitam adotar irmãos;

– 12.145 aceitam adotar crianças ou adolescentes com algum tipo de problema de saúde, desde que não deficiência física ou mental e Aids;

– 1.581 aceitam crianças ou adolescentes com AIDS;

– 2.154 aceitam crianças ou adolescentes com deficiência física;

– 1.149 aceitam crianças ou adolescentes com deficiência mental.

A planilha abaixo mostra um resumo do que foi explicado, ou seja, que nenhum dos critérios acima impede crianças e adolescentes de serem adotados, já que a proporção de pretendentes dispostos é sempre maior.




Quanto à idade:




É óbvio que existem recortes mais complexos nestas estatísticas, se cruzarmos outras características com as idades, e que existem 4.074 crianças e adolescentes acima de 11 anos sem grandes esperanças de adoção. Mas a realidade delas seria diferente se a Justiça tivesse agido mais rapidamente na destituição do poder familiar? A mesma preocupação deve ser considerada em relação às mais de 38 mil crianças e adolescentes que ainda nem iniciaram seus processos de disponibilização para adoção. Quem são elas? Por que estão em abrigos? Há quanto tempo cada uma está?

Independentemente de quais sejam as razões (falta de equipe, leis ultrapassadas, benefícios sociais, etc), esta realidade deve mudar antes que a maioria chegue aos 11 anos, idade em que os há menos pretendentes interessados. Propor campanhas de adoção tardia e culpar a mentalidade dos candidatos apenas mascara a ineficiência da Justiça.

Voltando ao anteprojeto de lei, outra mudança proposta é uma suposta liberdade que mães biológicas terão de entregar seus filhos para adoção, mas isso também é questionável. Caso elas saibam para quem querem fazer isto, terão de comprovar vínculos afetivos. Caso não saibam, terão de passar por entrevistas com as equipes interprofissionais da Justiça da Infância e Juventude e podem, ainda, ser encaminhadas à rede pública de saúde para atendimento psicoterápico, se concordarem.

Outro ponto polêmico é a integração dos Cadastros locais, estaduais e nacional de Adoção. Isso teoricamente já existia, tanto que o pretendente podia indicar os Estados de seu interesse, mas na prática sua ficha ficava restrita à Vara de Infância onde o processo foi iniciado. O anteprojeto de lei não explica quais mudanças serão feitas neste sentido.

“Em minha opinião, os únicos pontos realmente positivos foram a regulamentação dos programas de apadrinhamento afetivo em âmbito federal – antes cada Estado tinha suas próprias condutas, o que muitas vezes eliminava as chances de adolescentes ou crianças com problemas graves serem adotados – e a simplificação dos processos de adoção internacional. Em 2012, quando comecei a escrever o livro, nem os Conselhos Estaduais de Justiça e nem o Ministério possuíam informações suficientes sobre isso”, explica Davini. “Agora, porém, diz-se que basta formular o pedido de habilitação internacional na autoridade judicial de sua comarca e que ele será válido para países signatários da Convenção de Haia. Vamos ver”, conclui.



Mais informações em:
  http://www.justica.gov.br/noticias/mjsp-divulga-o-resultado-da-consulta-publica-sobre-adocao

Facebook: www.facebook.com/teamoatealua
SITE: www.livroteamoatealua.wordpress.com

Te Esperei!


A adoção no cinema.



O cinema sempre foi um terreno fértil para temas envolvendo a adoção. Inúmeros personagens são adotados, heróis ou vilões, protagonistas ou não. O assunto muitas vezes nem é a temática principal, mas serve como pano de fundo para histórias de sucesso.

Só para citar alguns exemplos, temos o Clark Kent, o Superman, adotado aqui na Terra depois que seu planeta é destruído nos confins do Universo. Este ano, “Lion” disputou o Oscar de Melhor Filme e chamou a atenção para o tema ao mostrar a busca de um homem pela família biológica. Temos ainda filmes envolvendo adotados como um dos mais famosos clássicos do terror, “A Profecia”, além de “Arizona Nunca Mais” e “Poderosa Afrodite”. Também cito como importantes “Juno”, “O Garoto da Bicicleta” e “A Estranha Vida de Timothy Green”.

A adoção pode transformar pessoas, por mais “diabólicas” que elas possam ser. Vimos isso no divertido “Meu Malvado Favorito”, onde as órfãs Agnes, Margo e Edith conquistam nossos corações e claro, do “terrível” Gru.
Poderia falar aqui de mais e mais e mais filmes. Prometo fazer uma listinha e divulgar aqui no site em breve. O objetivo neste texto é falar de apenas um, e de como esse filme me tocou.

Quando pensamos ter visto de tudo no cinema e que nada mais pode nos surpreender, eis que me deparo com “Minha Vida de Abobrinha”. A animação francesa, realizada em stop motion, concorreu ao Oscar ao lado de produções milionárias como Zootopia e Moana. Este que aliás, também tem a adoção com um dos subtemas: o semi-deus Mauí foi adotado pelos deuses depois de ser abandonado pelos humanos (daí sua obsessão por agradar os mortais).

De início não me interessei. Vi apenas o título e, confesso, achei que era apenas mais um dessas inúmeras comédias estilo programa de TV, que tanto lotam os cinemas e que não me agradam nem um pouco. Mas depois, sem querer, vi do que se tratava.

Abobrinha é um menino de nove anos que vai para um orfanato depois da morte da mãe, alcoólatra. Lá conhece outras crianças, cada qual com um problema: um com pais drogados, outra com a mãe refugiada e deportada, outro com familiares doentes, uma vítima de abuso e por aí vai. Todos, a princípio, à espera de um novo lar. Ou apenas à espera de uma carta, de um carinho…

“Somos todos iguais. Não há ninguém para nos amar”, chega a dizer Simon, uma das crianças do local.

Não espere uma animação repleta de ação, redenção ou alegria tão comuns nas animações de Hollywood. Para se ter uma ideia do quão duro é o filme, cada vez que um carro chegava ao abrigo, uma das garotas aparecia gritando pela mãe. A frustração dela é como um soco no estômago. A única recordação que Abobrinha carregava da mãe era uma lata de cerveja vazia.

O que a gente vê aqui é uma animação que nos faz refletir e que muitas vezes é dolorosa, apesar de toda sua graça. Terminei de assistir com um nó na garganta, uma sensação que misturou alívio, esperança, tristeza e alegria.

Acho que para todos aqueles que já estão na fila ou que pretendem adotar uma criança, “Minha Vida de Abobrinha” é indispensável. Minha sensação, assim que acabou o filme, foi olhar para Luísa, que dormia profundamente, sorrir, lhe dar um longo e carinhoso abraço e sussurrar.

“Aconteça o que acontecer, estamos aqui. Te amamos”.

#AdotarÉamor


São 7,5 mil chances de fazer uma pessoa feliz! Já pensou nisso? 
Se você tem uma história emocionante sobre adoção, tire uma foto ou grave um vídeo com #AdotarÉamor e ajude a dar visibilidade para esse tema! 
Você pode fazer isso no Facebook, no nosso Twitter ou no Instagram, compartilhando sua história com a hashtag #AdotarÉamor. 
Estamos preparando uma publicação de depoimentos muito especial!
Contamos com a sua participação. 
Pra fazer vídeos e fotos, imprima ou copie a plaquinhahttp://bit.ly/PlaquinhaAdotarÉamor 

Descrição da imagem #PraCegoVer: fundo na cor lilás, uma fotografia, com bastante opacidade, está ao fundo: são duas pessoas, uma mulher e um homem, sentados em um muro, na foto só aparecem as suas pernas, e no meio eles seguram uma botinha de criança. Texto: Uma nova família. 7,5 mil crianças e jovens estão à espera de um novo lar no Brasil. Um deles podem mudar tudo o que você entende por amor! #AdotarÉamor 

 — apoiando a adoção no Brasil.


Caminhos da Reportagem - Histórias de Abrigo.


Histórias de vida de jovens que crescem em serviços de acolhimento, os chamados abrigos, são contadas nesta edição do Caminhos da Reportagem. Mais de 45 mil crianças e adolescentes estão acolhidos no Brasil. Apenas 7 mil deles estão no Cadastro Nacional de Adoção.
Existem hoje cinco vezes mais pretendentes à adoção do que crianças e adolescentes cadastrados. Mas 60,89% das crianças disponíveis para adoção têm mais de 10 anos de idade e 82,20% das pessoas que querem adotar aceitam apenas crianças com menos de 5 anos. Os dados são do Cadastro Nacional de Adoção e refletem um cenário em que jovens crescem dentro dos abrigos e não têm para onde ir quando completam 18 anos de idade. Seria quando, de acordo com a legislação, eles deixariam de estar sob a tutela do Estado.
Nossa equipe conversou com jovens que estão quase completando 18 anos de idade e tentam encontrar um caminho para seguir em frente. No Distrito Federal, vamos mostrar a realidade desses jovens e projetos como repúblicas jovens, uma modalidade de acolhimento criada para quem tem entre 18 e 21 anos de idade e ainda não tem para onde ir depois do abrigo. Também no DF, conhecemos a história de Raí e Gelson. Raí, prestes a fazer 18 anos de idade e preocupado com o que faria da vida ao completar a maioridade e sair do abrigo, procurou a Vara de Infância em busca de um estágio ou de um emprego. Gelson trabalha num programa social e acompanhava Raí. Ao conversar com o jovem, sentiu que ele seria seu filho e o adotou. Hoje, com 23 anos de idade, Raí tem em Gelson um pai e um herói, e faz planos para o futuro.
Em Pernambuco, nossa equipe conheceu de perto o programa Adote um Pequeno Torcedor, o primeiro programa de adoção do país apoiado por um time de futebol, o Sport Clube de Recife, idealizado pelo juiz Élio Braz, da Vara de Infância e Juventude do Recife e pela direção do clube de futebol. O objetivo é impulsionar a adoção de crianças mais velhas, com idade acima de 7 anos.
Vamos mostrar um casal no Recife que adotou três meninas adolescentes. A mãe conta que quando mudou o perfil de idade no cadastro de adoção, o telefone dela não parara de tocar, com notícias de adolescentes disponíveis para adoção em todo o país. Também na capital de Pernambuco, nossa equipe foi apresentada à Sara e à Nataline, que completaram 18 anos e deixaram o serviço de acolhimento e não tinham para onde ir. Foi quando Maria, a educadora social da instituição em que elas moravam, resolveu levar as duas para viver com ela.

Reportagem: Ana Graziela Aguiar

http://tvbrasil.ebc.com.br/

Dia Nacional da Adoção!


Dia Nacional da Adoção, é celebrado anualmente em 25 de maio.
Esta data visa promover debates sobre um dos princípios mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade.
Quando as crianças são negligenciadas ou abandonadas por seus pais biológicos, a adoção é uma alternativa para não privar o jovem de usufruir de uma relação harmoniosa e saudável num contexto familiar e social.
Normalmente, durante esta data, algumas organizações, como a Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, promovem atividades lúdicas e educacionais para conscientizar a população em geral sobre o funcionamento dos processos de adoção no Brasil.
No Brasil, o Dia Nacional da Adoção foi oficializado a partir do decreto de lei nº 10.447, de 9 de maio de 2002. Esta lei instituiu o 25 de maio como data oficial de celebração do Dia da Adoção no país.