Caminhos da Reportagem - Histórias de Abrigo.


Histórias de vida de jovens que crescem em serviços de acolhimento, os chamados abrigos, são contadas nesta edição do Caminhos da Reportagem. Mais de 45 mil crianças e adolescentes estão acolhidos no Brasil. Apenas 7 mil deles estão no Cadastro Nacional de Adoção.
Existem hoje cinco vezes mais pretendentes à adoção do que crianças e adolescentes cadastrados. Mas 60,89% das crianças disponíveis para adoção têm mais de 10 anos de idade e 82,20% das pessoas que querem adotar aceitam apenas crianças com menos de 5 anos. Os dados são do Cadastro Nacional de Adoção e refletem um cenário em que jovens crescem dentro dos abrigos e não têm para onde ir quando completam 18 anos de idade. Seria quando, de acordo com a legislação, eles deixariam de estar sob a tutela do Estado.
Nossa equipe conversou com jovens que estão quase completando 18 anos de idade e tentam encontrar um caminho para seguir em frente. No Distrito Federal, vamos mostrar a realidade desses jovens e projetos como repúblicas jovens, uma modalidade de acolhimento criada para quem tem entre 18 e 21 anos de idade e ainda não tem para onde ir depois do abrigo. Também no DF, conhecemos a história de Raí e Gelson. Raí, prestes a fazer 18 anos de idade e preocupado com o que faria da vida ao completar a maioridade e sair do abrigo, procurou a Vara de Infância em busca de um estágio ou de um emprego. Gelson trabalha num programa social e acompanhava Raí. Ao conversar com o jovem, sentiu que ele seria seu filho e o adotou. Hoje, com 23 anos de idade, Raí tem em Gelson um pai e um herói, e faz planos para o futuro.
Em Pernambuco, nossa equipe conheceu de perto o programa Adote um Pequeno Torcedor, o primeiro programa de adoção do país apoiado por um time de futebol, o Sport Clube de Recife, idealizado pelo juiz Élio Braz, da Vara de Infância e Juventude do Recife e pela direção do clube de futebol. O objetivo é impulsionar a adoção de crianças mais velhas, com idade acima de 7 anos.
Vamos mostrar um casal no Recife que adotou três meninas adolescentes. A mãe conta que quando mudou o perfil de idade no cadastro de adoção, o telefone dela não parara de tocar, com notícias de adolescentes disponíveis para adoção em todo o país. Também na capital de Pernambuco, nossa equipe foi apresentada à Sara e à Nataline, que completaram 18 anos e deixaram o serviço de acolhimento e não tinham para onde ir. Foi quando Maria, a educadora social da instituição em que elas moravam, resolveu levar as duas para viver com ela.

Reportagem: Ana Graziela Aguiar

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